Ozanet

Ano C - Festa da Epifania do Senhor

A partir de Domingo, 2 Janeiro 2022 até Sábado, 8 Janeiro 2022

Ano C - Festa da Epifania do Senhor

Leituras: Is 60,1-6; Ef 3,2-3a.5-6; Mt 2,1-12

 

“Levanta-te e resplandece, Jerusalém, porque chegou a tua luz e brilha sobre ti a glória do Senhor.”

 

Primeira Leitura – Livro do Profeta Isaías

Levanta-te e resplandece, Jerusalém, porque chegou a tua luz e brilha sobre ti a glória do Senhor.

Vê como a noite cobre a terra e a escuridão os povos.

Mas sobre ti levanta-Se o Senhor e a sua glória te ilumina.

As nações caminharão à tua luz e os reis ao esplendor da tua aurora.

Olha ao redor e vê: todos se reúnem e vêm ao teu encontro;

os teus filhos vão chegar de longe e as tuas filhas são trazidas nos braços.

Quando o vires ficarás radiante, palpitará e dilatar-se-á o teu coração, pois a ti afluirão os tesouros do mar, a ti virão ter as riquezas das nações.

Invadir-te-á uma multidão de camelos, de dromedários de Madiã e Efá.

Virão todos os de Sabá, trazendo ouro e incenso e proclamando as glórias do Senhor.

 

Segunda Leitura – Carta aos Efésios

Irmãos: Certamente já ouvistes falar da graça que Deus me confiou a vosso favor:

por uma revelação, foi-me dado a conhecer o mistério de Cristo.

Nas gerações passadas, ele não foi dado a conhecer aos filhos dos homens,

como agora foi revelado pelo Espírito Santo aos seus santos apóstolos e profetas:

os gentios recebem a mesma herança que os judeus, pertencem ao mesmo corpo

e participam da mesma promessa, em Cristo Jesus, por meio do Evangelho.

 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus

Tinha Jesus nascido em Belém da Judeia, nos dias do rei Herodes,

quando chegaram a Jerusalém uns Magos vindos do Oriente.

“Onde está – perguntaram eles – o rei dos judeus que acaba de nascer?

Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-Lo”.

Ao ouvir tal notícia, o rei Herodes ficou perturbado e, com ele, toda a cidade de Jerusalém.

Reuniu todos os príncipes dos sacerdotes e escribas do povo

e perguntou-lhes onde devia nascer o Messias.

Eles responderam: “Em Belém da Judeia, porque assim está escrito pelo Profeta:

‘Tu, Belém, terra de Judá, não és de modo nenhum a menor entre as principais cidades de Judá,

pois de ti sairá um chefe, que será o Pastor de Israel, meu povo’”.

Então Herodes mandou chamar secretamente os Magos e pediu-lhes informações precisas

sobre o tempo em que lhes tinha aparecido a estrela.

Depois enviou-os a Belém e disse-lhes:

“Ide informar-vos cuidadosamente acerca do Menino; e, quando O encontrardes, avisai-me,

para que também eu vá adorá-Lo”.

Ouvido o rei, puseram-se a caminho.

E eis que a estrela que tinham visto no Oriente seguia à sua frente

e parou sobre o lugar onde estava o Menino. Ao ver a estrela, sentiram grande alegria.

Entraram na casa, viram o Menino com Maria, sua Mãe, e, prostrando-se diante d’Ele, adoraram-No.

Depois, abrindo os seus tesouros, ofereceram-Lhe presentes: ouro, incenso e mirra.

E, avisados em sonhos para não voltarem à presença de Herodes,

regressaram à sua terra por outro caminho.

 

Reflexão vicentina

Neste domingo, celebramos a Epifania do Senhor.  Epifania significa “manifestação”.  O Menino Jesus se manifestou aos Reis Magos através da estrela (como indica o Evangelho) e eles a seguiram para ir adorar o Senhor.  Deus se havia manifestado no Antigo Testamento de muitas formas, mas na leitura deste domingo, Jahweh é anunciado através de sua luz salvadora que alegra Jerusalém e que atrai à cidade de Deus, todos os povos do mundo.  Finalmente, Cristo se manifesta a Paulo tanto através da luz que cega no início, mas que traz a conversão depois, quanto através do Espírito Santo que ilumina toda a Igreja (como indica a Segunda Leitura).

 

A pergunta que nós podemos fazer é: como Cristo se manifesta a cada um de nós?  Estou certo de que, se fizermos um esforço nos lembraremos de muitas oportunidades em que Ele mostrou fisicamente que está conosco, protegendo, convertendo, trazendo paz ou consolando na hora da tristeza ou da decepção.

 

Quem já não teve a sensação de que o Senhor estava ao seu lado ou quem não sentiu um arrepio por sentir a presença do Espírito Santo dentro de si?  De fato, percebendo-nos ou não, Deus se manifesta todo o tempo em nossa vida.  Ele cumpre a promessa de que “estaria conosco até o fim dos tempos” (Mt 28,20).  Ele vem ao nosso encontro, quando estamos em uma situação de perigo.  Ele celebra conosco uma ocasião de alegria ou sucesso.  Ele compartilha conosco um momento de (aparente) fracasso ou frustração.  Ele chora conosco em particular, quando somos injustiçados porque demonstramos que O amamos e que seguimos o Seu plano para nós.  Ele nos consola no momento da perda.  Ele reza conosco quando pedimos fortemente por nós ou por alguém que amamos.  Ele acorda conosco mostrando que um novo dia se inicia e completa a esperança de que ele será melhor que ontem.  Ele sonha conosco pelo dia de amanhã, para que construamos nossa vida Nele.  Ele dorme conosco para que sintamos Sua paz em nosso descanso.

 

Em tudo Ele se manifesta a nós.  Mas vamos olhar o outro lado da medalha. Quando podemos nós nos manifestar a Ele?  Quando pode ser a nossa Epifania?  Quando podemos nós mostrar que estamos com Ele não importando se a situação é de tristeza ou de alegria?  Como podemos manifestar nossa fé e nossa esperança Nele?

 

A resposta do vicentino é a caridade.  Cada vez que visitamos o Pobre com a verdadeira fé de que estamos servindo a Deus, estamos fazendo a nossa Epifania.  Chegar na casa do assistido levando uma bolsa de alimentos, um consolo, ou uma palavra de esperança tem exatamente o mesmo significado da Estrela do Oriente que se manifestou aos Magos.  Nossa presença representa para o Pobre o mesmo que a luz que converteu Paulo no caminho de Damasco.  É preciso viver e crer que uma visita vicentina significa para o Pobre o mesmo que o Espírito Santo fez em Pentecostes: sim, de fato, nós podemos ser a luz, a manifestação viva de Deus aos nossos Mestres e Senhores.  Esta é a mística da vocação vicentina!