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Ano C - Quarto Domingo de Páscoa – Domingo do Bom Pastor Dia Mundial da Oração pelas Vocações

A partir de Domingo, 8 Maio 2022 até Sábado, 14 Maio 2022

Ano C - Quarto Domingo de Páscoa – Domingo do Bom Pastor

Dia Mundial da Oração pelas Vocações

Leituras: At 13,14.43-52; Ap 7,9.14b-17; Jo 10,27-30

 

“Ninguém pode arrebatar nada da mão do Pai.  Eu e o Pai somos um só.”

 

Leitura dos Atos dos Apóstolos

Naqueles dias, Paulo e Barnabé seguiram de Perga até Antioquia da Pisídia.

A um sábado, entraram na sinagoga e sentaram-se.

Terminada a reunião da sinagoga, muitos judeus e prosélitos piedosos seguiram Paulo e Barnabé,

que nas suas conversas com eles os exortavam a perseverar na graça de Deus.

No sábado seguinte, reuniu-se quase toda a cidade para ouvir a palavra do Senhor.

Ao verem a multidão, os judeus encheram-se de inveja e responderam com blasfémias.

Corajosamente, Paulo e Barnabé declararam:

“Era a vós que devia ser anunciada primeiro a palavra de Deus. Uma vez, porém, que a rejeitais

e não vos julgais dignos da vida eterna, voltamo-nos para os gentios, pois assim nos mandou o Senhor:

‘Fiz de ti a luz das nações, para levares a salvação até aos confins da terra’”.

Ao ouvirem estas palavras, os gentios encheram-se de alegria e glorificavam a palavra do Senhor.

Todos os que estavam destinados à vida eterna abraçaram a fé e a palavra do Senhor divulgava-se por toda a região.

Mas os judeus, instigando algumas senhoras piedosas mais distintas e os homens principais da cidade,

desencadearam uma perseguição contra Paulo e Barnabé e expulsaram-nos do seu território.

Estes, sacudindo contra eles o pó dos seus pés, seguiram para Icônio.

Entretanto, os discípulos estavam cheios de alegria e do Espírito Santo.

 

Leitura do Livro do Apocalipse

Eu, João, vi uma multidão imensa,

que ninguém podia contar,

de todas as nações, tribos, povos e línguas.

Estavam de pé, diante do trono e na presença do Cordeiro,

vestidos com túnicas brancas e de palmas na mão.

Um dos Anciãos tomou a palavra para me dizer:

“Estes são os que vieram da grande tribulação,

os que lavaram as túnicas

e as branquearam no sangue do Cordeiro.

Por isso estão diante do trono de Deus,

servindo-O dia e noite no seu templo.

Aquele que está sentado no trono

abrigá-los-á na sua tenda.

Nunca mais terão fome nem sede,

nem o sol ou o vento ardente cairão sobre eles.

O Cordeiro, que está no meio do trono, será o seu pastor

e os conduzirá às fontes da água viva.

E Deus enxugará todas as lágrimas dos seus olhos”.

 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João

Naquele tempo, disse Jesus:

“As minhas ovelhas escutam a minha voz.

Eu conheço

as minhas ovelhas e elas seguem-Me.

Eu dou-lhes a vida eterna e nunca hão de perecer

e ninguém as arrebatará da minha mão.

Meu Pai, que Me las deu, é maior do que todos

e ninguém pode arrebatar nada da mão do Pai.

Eu e o Pai somos um só”.

 

 

Reflexão vicentina

O quarto Domingo do Tempo Pascal é considerado o “Domingo do Bom Pastor”, pois todos os anos a liturgia propõe um trecho do capítulo 10 do Evangelho segundo João, no qual Jesus é apresentado como Bom Pastor.   Para nós vicentinos, este dia tem um sentido duplo, porque muitas vezes somos pastores e outras somos ovelhas, portanto, é necessário aprofundar o sentido desta relação entre o pastor e as suas ovelhas.

 

Em primeiro lugar, o Pastor escolhe as suas ovelhas.  Na primeira leitura, Paulo e Barnabé dizem claramente que os gentios foram escolhidos especialmente por Deus para serem evangelizados por eles (que honra!).  Os judeus deveriam ser os primeiros a ser evangelizados, mas a maioria deles se negou a “ser ovelhas” dos apóstolos; os Pastores Paulo e Barnabé buscaram um outro rebanho.  

 

Como vicentinos, somos também escolhidos por Deus, porque é Ele que nos dá a graça da nossa vocação.  Somos, portanto, Suas ovelhas.  Mas somos chamados a ser pastores, como evangelizadores dos Pobres.  Nós escolhemos os Pobres que vamos servir e acreditamos firmemente que é o Espírito Santo que Os põe nas nossas mãos e nas nossas Conferências.  Desta forma, é como se fôssemos pastores enviados pelo Pastor Supremo, para o serviço às ovelhas preferidas Dele. 

 

Esta é uma relação mística entre Deus, os Pobres e nós.  Jesus diz sobre sua função de Pastor: “Meu Pai, que me deu (as ovelhas), é maior do que todos e ninguém pode arrebatar nada da mão do Pai; Eu e o Pai somos um só”.  Esta belíssima relação entre nós e os Pobres faz com que, no final, o Pastor Supremo e nós sejamos um só.

 

Em segundo lugar, o Pastor não deixa perder nenhuma das ovelhas; especialmente protegendo-as do maligno.  Jesus diz claramente no Evangelho que Suas ovelhas “nunca hão de perecer e ninguém as arrebatará da Sua mão”. 

 

Se, como vicentinos, somos escolhidos por Deus para ser suas ovelhas e, como vimos, para ser também seus pastores, não devemos ter medo porque Ele sempre vai nos proteger.  Mas também, como vicentinos, devemos tratar cada um de nossos assistidos individualmente, como um dom de Deus.  Não podemos deixar perder nenhuma destas “ovelhas” a menos que elas mesmas queiram abandonar o “rebanho”. 

 

É sublime a mensagem de que o “Dia do Bom Pastor” poderia ser chamado como o “Dia do Bom Vicentino”!